Missões

“A minha vocação missionária é um presente de Maria”

Em depoimento à Agência de Informação Salesiana (InfoANS), o padre salesiano Lijo Vadakkan, indiano, fala como se tornou missionário na Etiópia, um dos países mais pobres da África.
Pe. Lijo Vadakkan – InfoANS

Durante o meu aspirantado éramos, com muita frequência, visitados por missionários salesianos que nos contavam as suas experiências. Muitos deles provinham da África e posso dizer que o meu desejo pela África começou exatamente ali. Quase todos insistiam em rezar a Nossa Senhora pela vocação missionária. E eu também fiz isso: para tornar-me missionário.

É claro que a Índia precisa ainda de muitos missionários. Mas existem igualmente tantos países e regiões em que os salesianos não estão presentes. Por outro lado, também nós não podemos negar o fato de que a Índia é uma região em que a presença salesiana cresceu consideravelmente nos últimos anos. Em menos de 110 anos, tornou-se o país com maior número de presenças salesianas no mundo: somos 2.500 salesianos, divididos em 11 inspetorias.

Hoje a Índia tem uma responsabilidade histórica: devolver a toda a Sociedade Salesiana o quanto recebeu de outros no passado.

O carisma de Dom Bosco foi plantado e regado no solo indiano pelos esforços corajosos e pelos sacrifícios dos missionários. Creio firmemente que hoje a Índia tem uma responsabilidade histórica: devolver a toda a Sociedade Salesiana o quanto recebeu de outros no passado.

Sonho concretizadoMinhas orações se concretizaram em 2006, quando fiz parte da expedição missionária comemorativa do centenário da presença salesiana na Índia. Creio firmemente que a minha vocação missionária é um presente especial de Nossa Senhora.

Vim à Etiópia em 2006 como tirocinante e passei o tempo aprendendo a língua local, o amárico, ou etiópico. Fiz o tirocínio nas missões mais distantes da Etiópia – na Prefeitura Apostólica de Gambela, confiada aos Salesianos – e, depois de um ano, fui mandado a Roma para a Teologia e alguma especialização.

Retorno à EtiópiaNo meu retorno à Etiópia, já como sacerdote, penei para aprender novamente o amárico. Esperava voltar a Gambela para envolver-me na evangelização direta, mas fui enviado para ensinar Filosofia no Pós-noviciado. Aqui vivo empenhado em aulas e exames e em todas as demais atividades de uma típica casa de formação. Ainda que não possa contar muitas experiências aventurosas de missionário, ser missionário na África sempre foi o meu sonho.

A realização desse sonho enche-me de alegria e satisfação. Ser parte da formação dos futuros salesianos da Etiópia é também uma grande alegria. Aqui na Etiópia o povo chama o sacerdote de “Aba”, termo amárico que quer dizer ‘Pai’. Toda vez que uma criança me cumprimenta como “Aba Lijo”, sinto-me feliz. Isso me recorda a vocação missionária, um presente de Maria: um presente para mim e para os jovens da Etiópia!

Fonte: InfoANS.

Saiba mais sobre os salesianos na Índia

Os primeiros salesianos chegaram à Índia em 1906 e, desde então, têm realizado um trabalho intenso em favor dos jovens, adolescentes e crianças neste país que enfrenta muitas dificuldades econômicas e sociais. Atualmente, os Salesianos de Dom Bosco (SDB) no país são 2.646, espalhados em 11 inspetorias.

As 357 casas salesianas no país incluem escolas de educação formal, ensino profissionalizante, obras sociais e de assistência aos jovens e suas famílias, entidades de proteção aos direitos da criança e do adolescente e instituições de promoção da cultura, entre outras. A Índia faz parte da região Ásia Sul, que engloba também Bangladesh, Nepal e Sri Lanka.

A Etiópia, país do Leste africano no qual os salesianos estão desde 1976, tem atualmente 114 padres e irmãos que trabalham em 13 obras.

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