Mundo Salesiano

Misericordiosos como o Pai

Este é o título da carta lançada pelo Reitor-mor dos salesianos, padre Ángel Fernández Artime, para uma leitura salesiana do Ano Jubilar.

“O Reitor-mor não podia deixar passar o Ano Jubilar da Misericórdia sem nos ajudar a entrar em sintonia profunda com toda a Igreja. Ele nos convida a acolher a graça desse grande evento eclesial e também a descobrir os frutos de misericórdia que o carisma salesiano pode nos trazer”, observa o vigário do Reitor-mor, padre Francesco Cereda, sobre a carta Misericordiosos como o Pai (ACG 423), documento do Reitor-mor para a leitura salesiana do Ano Jubilar.

A carta é dividida em cinco pontos fundamentais: “O Jubileu Extraordinário da Misericórdia”, “Misericórdia: palavra-chave no pontificado do Papa Francisco”, “Deus rico em misericórdia”, “Dom Bosco, evangelizador e educador sensível à misericórdia de Deus” e “A misericórdia na casa salesiana”. Com ela, padre Ángel Fernández Artime oferece um guia à Família Salesiana para a compreensão do Jubileu da Misericórdia pela ótica salesiana. Leia a seguir um resumo da carta Misericordiosos como o Pai.

Sem proximidade não se comunica misericórdia.

O Ano da Misericórdia é como uma árvore que afunda as raízes no terreno da Igreja pós-conciliar, Igreja que preferiu assumir “o remédio da misericórdia” a “abraçar as armas do rigor”, convidando ao serviço samaritano para com o mundo. É uma árvore que cresceu nutrindo-se da reflexão e da experiência da Dives in misericordia, de João Paulo II, e da Deus Caritas Est, de Bento XVI. É uma árvore que já dá seus frutos maduros nas palavras e na ação do Papa Francisco.

Dom Bosco, para reconhecer e acolher a misericórdia de Deus, teve de percorrer um caminho de conversão: a ‘visão’ de Deus que ele assume desde adolescente, no contexto teológico do seu tempo, é a de um Deus severo. Só às vezes a Sua justiça aparece mitigada pela Sua bondade providente. Será na escola do padre Cafasso e do padre Guala que Dom Bosco aprenderá a moral equilibrada. Será principalmente acompanhando os seus meninos/adolescentes, pobres e difíceis, que ele assumirá, para sempre, não o rigor, mas a bondade, a benignidade, a misericórdia de Deus.

O Reitor-mor pergunta-se a seguir qual deve ser a experiência da misericórdia em cada casa salesiana do mundo.

Conflitos, fundamentalismos, violências em nome de Deus, injustiças – tudo invoca a oferta da misericórdia. A geografia do sofrimento nos chama à compaixão. Por outro lado, não poderemos oferecer misericórdia se não tivermos experimentado nós mesmos o perdão e a misericórdia por parte de Deus, especialmente através do Sacramento da Reconciliação.

Em nosso carisma, misericórdia significa possuir o mesmo coração de Jesus Bom Pastor. Significa praticar o Sistema Preventivo e viver a presença no meio dos jovens, porque sem proximidade não se comunica misericórdia. Misericórdia requer, enfim, justiça social em nossos ambientes: de outra forma ela se apresentará como uma expressão abstrata. Abstrata e vazia.

Ao concluir, o Reitor-mor nos chama a reconhecer e invocar Maria como Mãe da Misericórdia. A carta do Reitor-mor Misericordiosos como o Pai está à disposição no site www.sdb.org.

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