A Editora Edebê Brasil lançou a Plataforma de Aprendizagem Adaptativa — ou Edebê Adaptativa. Pensada e desenhada em 2015, desenvolvida e testada em 2016, a plataforma está disponível para as escolas que utilizam o Material Didático Digital (MDD) da Edebê desde 24 de outubro. Elaborado com participação de diretores, coordenadores, orientadores e alunos da Rede Salesiana de Escolas, o projeto ajudará estudantes do ensino médio, bem como seus educadores e pais, no processo de aprendizagem e gestão pedagógica.
A plataforma engloba ferramentas sob medida para cada aluno construir o seu conhecimento; um ambiente diagnóstico para aprimorar o trabalho docente; uma área especial para os pais e responsáveis acompanharem o desempenho dos seus filhos, entre outros recursos diferenciados.
“O objetivo é oferecer para as escolas que utilizam o MDD uma plataforma que possibilita aos alunos potencializar a proficiência nas áreas do conhecimento e otimizar o resultado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e em outros processos seletivos para ingresso no ensino superior”, explica Edevaldo Siqueira Gaudêncio, coordenador de inovação e produtos digitais da Editora Edebê.
A plataforma também permite às escolas criar avaliações diagnósticas quanto a conteúdos e habilidades e a ampliação do processo de ensino e aprendizagem para além dos ambientes da sala de aula.
É o protagonismo na prática.
Simulado e plano de estudosCom a Edebê Adaptativa, os alunos do ensino médio terão a oportunidade de fazer um simulado diagnóstico nos moldes do ENEM. O simulado identificará as potencialidades e lacunas de aprendizagem do aluno e traçará um plano de estudos personalizado para que cada estudante possa aprimorar seus conhecimentos e habilidades. A plataforma atende aos critérios de uma avaliação diagnóstica individualizada que permite “avaliar a aprendizagem de diferentes alunos, levando em consideração suas múltiplas competências e formas de aprender, além de seu engajamento”, conforme indica o Marco Referencial da RSE.
A disponibilização de questões, simulados e avaliações diagnósticas ocorre de três formas: no primeiro acesso do aluno, por meio de uma avaliação diagnóstica geral; em simulados agendados pela escola (diretores e coordenadores); e em questões recomendadas pelo sistema para avaliar a aprendizagem do aluno ao término de um plano de estudo.
Os professores e os gestores podem acompanhar on-line e em tempo real o engajamento e a evolução de todos os seus alunos, tomando conhecimento das deficiências e proficiências encontradas em cada grupo específico. O acompanhamento se dá por meio de relatórios disponibilizados para os alunos e outros específicos para gestores e educadores, com informações mais abrangentes sobre o desempenho das turmas.
Envolvimento de alunos e educadoresA fase de homologação do projeto integrou educadores e alunos de 15 unidades da RSE de vários estados do Brasil: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Amazonas e Rondônia.
O Colégio Dom Bosco de Manaus colaborou ativamente, enviando, ao final dos pilotos, avaliações feitas por alunos, educadores e gestores sobre o uso da ferramenta. Para a escola, como afirma a diretora pedagógica do colégio, Sandra Elaine Correa, o projeto vem para agregar qualidade ao ensino salesiano. “Em uma escola salesiana, ouvimos sempre falar sobre o protagonismo dos jovens. A Edebê Adaptativa faz com que esse protagonismo seja vivenciado. É o protagonismo na prática. Os alunos passam a ser responsáveis pela construção de seu conhecimento. Os relatórios, trazendo o desempenho dos alunos e o desempenho por área, passam a ser um termômetro. Com a plataforma, podemos fazer, verificar e planejar como vamos trabalhar em relação às dificuldades que estão sendo encontradas pelos alunos”, explica Sandra.
Uma das escolas que testaram a plataforma recentemente é o Colégio Castelo (INSG) de Rio das Ostras, RJ, nos dias 18 e 19 de outubro. A equipe da escola aprovou a iniciativa e destacou que “trata-se de um projeto muito importante para a preparação no ENEM e para o crescimento acadêmico do aluno, além de configurar-se como excelente termômetro para a melhoria de conteúdos ainda não alcançados”.
Leonardo Matos, do Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora de Aracaju, SE, um dos educadores que integram a equipe da editora que vai desenvolver questões para o Projeto Edebê Adaptativa, afirma que, para desenvolver os conteúdos, será necessário interagir com os novos desafios da educação: “Antigamente, o processo de preparação das seletivas tradicionais tinha dicas bem ‘engessadinhas’, que ajudavam alunos a responder questões e a decorar conteúdos. Agora, a gente precisa ensinar os alunos a interpretarem as questões. É a aprendizagem muito mais significativa”, ressalta.
Acesso liberado para as escolasA plataforma é fornecida gratuitamente para as escolas que utilizam o MDD, com acesso liberado para todos os alunos e educadores do ensino médio. Não é necessário fazer nenhum cadastro, já que ela funciona integrada ao portal da Edebê.
“Desenhamos a plataforma para que seja a mais autônoma possível para o diagnóstico dos alunos. Logo, não é necessário fazer nenhum agendamento do simulado diagnóstico”, afirma Edevaldo.
Para 2017, a Edebê prevê aprimoramento da plataforma e mais participação dos educadores na elaboração dos conteúdos. “Estamos integrando os conteúdos do nosso MDD ao projeto. Em 2017, gravaremos também videoaulas e promoveremos uma formação com 50 professores da RSE para elaboração de novas questões TRI. A proposta é que os nossos educadores tenham a oportunidade de criar suas próprias questões e submetê-las ao editorial da Edebê para que sejam aprovadas e disponibilizadas na plataforma”, conclui Edevaldo.