Em 2026, o Movimento Comunidade de Jovens Cristãos (CJC) celebra 60 anos de uma história marcada pela fé, pela comunhão e pelo protagonismo juvenil, tendo como tema celebrativo “CJC: ciranda que não para”. A imagem da ciranda expressa a essência de um movimento vivo, dinâmico e fraterno, que segue em constante movimento, acolhendo, formando e enviando jovens, à luz do Evangelho e do carisma salesiano de Dom Bosco.
A história do CJC tem início em 17 de abril de 1966, na cidade de Carpina, PE, na capela de São Sebastião. Movido pelo zelo pastoral e atento à realidade de jovens dispersos, o padre Genário Augusto de Melo, SDB, convidou-os a formar um grupo. Nascia ali a Comunidade de Jovens Carpinenses, semente de um movimento que atravessaria décadas, territórios e gerações.
Desde os primeiros passos, a iniciativa encontrou grande aceitação entre os jovens, assumindo uma identidade própria, marcada por vivência comunitária, ação evangelizadora e protagonismo juvenil inspirado por Dom Bosco. Embora tenha surgido na presença salesiana em Carpina, o movimento logo se expandiu para além desse espaço, sem perder sua identidade, sua espiritualidade e seu ardor missionário.
Com a transferência do padre Genário para Fortaleza, CE, o movimento também foi ali fundado e passou a se chamar Comunidade de Jovens Cristãos, nome que expressa com mais clareza sua missão evangelizadora e seu compromisso com a vivência da fé cristã. Sob sua orientação, os jovens do CJC passaram a atuar de forma ativa na Igreja local e na sociedade, desenvolvendo ações religiosas, missionárias e trabalhos solidários, especialmente em favor dos mais necessitados.
As boas notícias do movimento chegaram ao estado da Bahia, onde um sacerdote decidiu implantar o CJC. Posteriormente, ao ser transferido para Salvador, o padre Genário encontrou um movimento bem estruturado e fortalecido. A partir dessas experiências, o CJC foi se expandindo por diversas comunidades do Nordeste do Brasil, organizando-se por meio de treinamentos regionais, congressos, documentos, símbolos, hinos e uma identidade própria, à luz do carisma salesiano, sempre guiada pelo lema que atravessa gerações: “Unir para Testemunhar”.
Mesmo após o falecimento do padre Genário, em 6 de junho de 1991, o movimento seguiu firme em sua missão. Outros salesianos assumiram a orientação geral, garantindo a fidelidade ao carisma original e fortalecendo o caminho formativo, missionário e comunitário do CJC.
Atualmente, o CJC está presente em mais de 30 comunidades espalhadas pelo Nordeste brasileiro, envolvendo adolescentes e jovens e desenvolvendo também um importante trabalho com crianças, contribuindo para a formação humana, cristã e cidadã desde a infância. Hoje, o movimento tem como orientador geral o padre Deyvison Santana, SDB, que segue animando, acompanhando e incentivando o protagonismo juvenil na Igreja e na sociedade.
Celebrar os 60 anos do CJC é reconhecer uma história construída por muitas mãos, marcada por encontros, desafios, serviço e fé. Como uma grande ciranda, o CJC continua girando, unindo gerações e testemunhando que o sonho de Dom Bosco permanece vivo sempre que os jovens se colocam em movimento.
Eduardo Andrade é secretário geral do Movimento CJC.